Muitos homens optam pela TRT (terapia de reposição de testosterona) para se sentirem eles mesmos novamente — com mais energia, libido melhor, músculos mais fortes. Mas, embora os benefícios sejam reais, alguns ainda se perguntam:
Próstata Aumentada: "Tratar sem Operar" é um blog dedicado a fornecer informações detalhadas sobre o bem-estar da próstata, explorando problemas comuns e tratamentos alternativos não invasivos. São textos baseados em opiniões e pesquisas do autor, mas as informações aqui não substituem o aconselhamento médico profissional. O objetivo é compartilhar conhecimento útil para ajudar no vigor da próstata com alternativas eficazes e naturais. Questões? Envie para o email: prostatasaudavel@gmail.com
quarta-feira, 16 de julho de 2025
O Quebra-Cabeça da TESTOSTERONA: o que você talvez não saiba
quinta-feira, 10 de julho de 2025
SSP3-Forte, informações úteis para combater a Próstata Aumentada
Informativo sobre o Remédio Natural para a
Próstata Aumentada: SSP3-Forte
Há mais de 25 anos no mercado Europeu, com um sucesso superior a 90%, o melhor remédio natural para a HPB (próstata aumentada) e prostatite crônica é o Suplemento Nutricional o "SSP3-Forte".
Sem efeitos colaterais negativos e sem contra-indicação, o que não acontece com os fármacos normalmente receitados.
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SSP3-forte substitui com grande eficácia qualquer fármaco (droga medicamentosa química
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bem dormidas)
- Melhoria do jato urinário
- Melhoria da ereção e da ejaculação
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espermatozoides)
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http://problemasnaprostata.blogspot.pt/2013/04/ssp3-forte-bula.html
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clique neste link:
https://problemasnaprostata.blogspot.com/2017/11/ssp3-testemunhos.html
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dos clientes que falam a Língua Portuguesa).
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banco Bradesco, cujos dados daremos nessa altura.
quinta-feira, 12 de junho de 2025
As Doença das Gengivas e relação com Doenças Crónicas
Doença das Gengivas: Um Sinal de Alerta para Doenças Crónicas Ocultas
Sabias que a saúde da tua boca pode ser um espelho da tua saúde interna? Problemas como gengivas a sangrar, dor ou inchaço frequente podem ser muito mais do que um simples incómodo — são sinais de alarme de que o teu corpo pode estar a enfrentar doenças crónicas silenciosas.
Neste artigo, vamos explicar a ligação entre doença das gengivas e doenças crónicas, o que a ciência recente descobriu e, mais importante, o que podes fazer para proteger a tua saúde oral e geral de forma natural e eficaz.
Doença das Gengivas e Doenças Crónicas: O Que Diz a Ciência?
Uma análise apresentada no EuroPerio11, o maior congresso mundial de periodontologia, revelou dados surpreendentes:
🔎 Pessoas com sintomas como dor nas gengivas ou sangramento gengival têm 15% mais risco de sofrer de multimorbilidade — ou seja, duas ou mais doenças crónicas em simultâneo.
Eis o que os dados revelam:
-
57% dos participantes do estudo já tinham pelo menos duas doenças crónicas.
-
18% relataram sintomas de inflamação gengival.
-
Dor nas gengivas foi o sintoma mais associado a estas condições.
-
Entre os afetados, surgiram doenças como:
-
Diabetes
-
Doenças cardiovasculares
-
Depressão
-
Doença de Alzheimer
-
Como as Bactérias Orais Afetam o Resto do Corpo?
Quando as gengivas estão inflamadas, bactérias patogénicas instalam-se em bolsas profundas, onde libertam toxinas inflamatórias.
Estas toxinas entram na corrente sanguínea, provocando inflamação sistémica, que pode afetar:
-
O coração (aterosclerose e hipertensão)
-
O cérebro (Alzheimer, atrofia do hipocampo)
-
O sistema imunitário (doenças autoimunes)
-
O humor e equilíbrio hormonal
Um estudo de 2023 comprovou que estas bactérias chegam ao cérebro e aumentam proteínas associadas à doença de Alzheimer. Outro estudo encontrou DNA de bactérias da boca nas artérias entupidas de doentes cardíacos.
Como Prevenir Naturalmente a Doença das Gengivas?
A boa notícia? A prevenção é simples — e natural. Mesmo a periodontite grave pode ser controlada, se houver disciplina e apoio profissional.
5 Dicas Essenciais para Saúde Oral e Sistémica:
-
Escova os dentes 2x por dia, mas espera 30 minutos após as refeições.
-
Usa fio dentário diário (sem flúor nem químicos como PFAS).
-
Pratica oil pulling com óleo de coco (enxaguar a boca por 5-10 minutos).
-
Evita alimentos ultraprocessados, açúcar refinado e farinhas brancas.
-
Aposta em nutrientes chave como:
-
Vitamina C (previne sangramento das gengivas)
-
Vitamina D (reduz risco de periodontite)
-
🦷 A saúde oral começa na boca, mas termina… em todo o corpo!
Conclusão: Gengivas Inflamadas São um Aviso Sério
Ignorar sintomas como dor nas gengivas ou sangramento pode custar caro à tua saúde. A doença periodontal não é apenas estética — é um sinal precoce de disfunção inflamatória profunda, que deve ser levada a sério.
Cuida das tuas gengivas hoje para proteger o teu coração, cérebro, metabolismo e qualidade de vida amanhã.
- EFP, EuroPerio11
- News-Medical.net, May 12, 2025
- Open Access Government, May 14, 2025
- J Am Dent Assoc. 2018 Jul;149(7):576-588.e6
- American Academy of Periodontology, Gum Disease Information
- J Neuroinflammation. 2023 Oct 6;20:228
- Neurology, September 5, 2023, Issue 101 (10) e1056-e1068
- Odontology. 2006 Sep;94(1):10–21
- CDC, Gum Disease Facts
- ADA, Floss/Interdental Cleaners, September 21, 2021
- Nutrition Reviews, Volume 79, Issue 9, September 2021, Pages 964–975
- J Indian Soc Periodontol. 2013 May-Jun;17(3):302–308
- Medicina (Kaunas). 2018 Jun 12;54(3):45
sexta-feira, 6 de junho de 2025
20 PERGUNTAS MAIS FREQUENTES SOBRE O AUMENTO DA PRÓSTATA COM RESPOSTAS PERSUASIVAS
1. O que é HBP (hiperplasia benigna da próstata)? HBP é um nome complexo para algo que afecta a maioria dos homens com o passar dos anos. É o aumento natural da próstata, que pode interferir na forma como urina e na sua qualidade de vida. Muitos ignoram os sinais, mas há formas naturais de travar esta progressão e recuperar o bem-estar.
2. Quais são os sintomas mais comuns da próstata aumentada? Ir várias vezes à casa de banho, sobretudo à noite, jacto urinário fraco, sensação de bexiga cheia. Estes são sinais comuns e crescentes. Quando se tornam frequentes, o corpo está a pedir atenção. E a resposta pode estar em soluções naturais e eficazes.
3. Quais são os principais sinais de alarme? Urina fraca ou entrecortada, ardor ao urinar, sangue na urina ou incapacidade de urinar. Estes não são apenas desconfortos. São alertas. Quanto mais cedo agir, mais simples pode ser o caminho para o alívio.
4. O que causa o aumento da próstata? O envelhecimento, alterações hormonais, sedentarismo e maus hábitos alimentares. Embora seja comum, não é inevitável. A boa notícia é que há formas de retardar este processo com mudanças simples e produtos naturais.
5. A HBP está ligada ao cancro da próstata? Não. HBP não é cancro. Mas deve ser acompanhada com atenção, porque pode mascarar outros problemas. Cuidar da próstata desde cedo é uma escolha inteligente.
6. Quem está em maior risco de desenvolver HBP? Homens com mais de 45 anos, com histórico familiar, alimentação pobre, sedentarismo ou excesso de stress. Conhecer os riscos é o primeiro passo para se proteger.
7. Todos os casos de HBP precisam de tratamento? Não necessariamente. Mas se já sente que o problema interfere no seu dia-a-dia, vale a pena procurar apoio. Há caminhos naturais, seguros e eficazes que já ajudam milhares de homens.
8. Qual é o risco de não tratar a HBP? Problemas renais, infeções urinárias, retenção de urina e perda de qualidade de vida. Quanto mais tempo se espera, mais difícil pode ser recuperar. Agir cedo pode evitar complicações.
9. Como é feito o diagnóstico da HBP? Com consulta médica, toque rectal, ecografia e análises. Simples, rápido e esclarecedor. Saber o que se passa é o primeiro passo para escolher a melhor solução.
10. Para que serve o PSA e como interpretá-lo? O PSA é um marcador sanguíneo. Valores elevados nem sempre indicam cancro, mas podem indicar inflamação ou aumento da próstata. Um valor controlado traz tranquilidade.
11. Como é tratado o aumento da próstata? Com medicamentos, cirurgia ou alternativas naturais. Muitos homens escolhem começar pelas soluções naturais, com bons resultados e sem os efeitos secundários dos fármacos.
12. Quais são os efeitos colaterais negativos dos medicamentos para HBP? Disfunção sexual, tonturas, pressão baixa, cansaço. Por isso, muitos procuram uma abordagem mais suave e natural (como é o caso do remédio nutriterápico SSP3-Forte).
13. Existe cirurgia? Como é a recuperação pós-cirurgia? Sim, há cirurgias eficazes. Mas são invasivas e exigem tempo de recuperação. Por isso, cada vez mais homens optam por alternativas antes de chegar a esse ponto.
14. A actividade física previne ou agrava a HBP? Ajuda a prevenir. O sedentarismo é inimigo da próstata. Caminhadas, exercício moderado e movimento regular mantêm a saúde da próstata em dia.
15. Que alimentos devo evitar? Carnes processadas, excesso de álcool, café em demasia, fritos e alimentos ricos em gordura saturada. Uma alimentação mais limpa ajuda muito a controlar os sintomas.
16. Que alimentos ou suplementos ajudam? Tomate, sementes de abóbora, peixes gordos, vegetais de folhas verdes, licopeno, zinco e selénio. Estes aliados naturais têm mostrado grande valor na protecção da próstata.
17. A HBP afecta a função sexual? Sim. Pode causar diminuição da libido e dificuldades na ereção. Mas muitos homens recuperam a vitalidade ao tratar a próstata de forma natural e segura.
18. Pode causar ardor ao urinar ou outras infecções? Sim. Quando a urina não flui bem, acumulam-se bactérias e surge o risco de infecções. Manter a próstata em equilíbrio ajuda a evitar estes aborrecimentos.
19. Quantas vezes é normal urinar por dia/à noite? Durante o dia, 5 a 7 vezes é considerado normal. À noite, idealmente apenas uma. Se passa a noite a levantar-se, o seu corpo está a dar sinais claros.
20. O toque rectal é necessário? Como é caracterizada a próstata ao toque? Sim. O toque permite avaliar o tamanho, textura e consistência da próstata. Rápido e indolor, este exame pode prevenir problemas mais sérios.
NOTAS E REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS
Sociedade Portuguesa de Urologia (SPU) — www.spu.pt
National Institute on Aging (NIH) — www.nia.nih.gov
Harvard Health Publishing — www.health.harvard.edu
Mayo Clinic — www.mayoclinic.org
European Association of Urology — www.uroweb.org
PubMed (estudos sobre HBP e suplementos naturais) — www.pubmed.ncbi.nlm.nih.gov
American Urological Association — www.auanet.org
British Journal of Urology International (BJU Int)
World Journal of Urology
European Urology Supplements
Todos os textos foram redigidos com base em evidência científica e adaptados para uma linguagem emocional, acessível deste blog.
Beber álcool pode Aumentar o Risco de Demência e a causar Lesões Cerebrais
Quantas doses de bebida (alcoólica) são necessárias para aumentar o risco de demência?
Apenas uma dose diária foi associada a um aumento de 60% nas lesões
cerebrais. Cientistas agora afirmam que não há um limite seguro — o álcool, em
qualquer quantidade, altera silenciosamente a estrutura cerebral e o fluxo
sanguíneo.
Beber álcool aumenta o risco de demência e causa lesões
cerebrais
·
Mesmo o consumo moderado de álcool aumenta o risco de lesões
cerebrais vasculares em 60% em comparação com os não bebedores, desafiando crenças
antigas sobre níveis seguros de consumo
·
Bebedores pesados têm 133% mais chances de desenvolver
lesões cerebrais e 41% de desenvolver emaranhados tau, associados ao Alzheimer.
Sua expectativa de vida também é 13 anos menor em comparação com os que não
bebem.
·
Um estudo com 313.958 participantes concluiu que não
existe um nível seguro de consumo de álcool para a saúde do cérebro, com análises
genéticas confirmando que o aumento do risco de demência está correlacionado
com a ingestão de álcool.
·
Ex-bebedores pesados apresentaram danos cerebrais
duradouros, apesar de terem parado de fumar, incluindo menor massa cerebral e
menor função cognitiva, indicando que os efeitos do álcool são cumulativos
·
As recomendações incluem eliminar completamente o álcool,
abordar as causas básicas do consumo de álcool, participar de grupos de apoio e
educar-se sobre os efeitos do álcool.
Você gosta de bebidas alcoólicas
de vez em quando? Embora se acredite que o consumo moderado seja aceitável, ¹ a
verdade é que o álcool, em qualquer quantidade, destrói o corpo. Pesquisas
anteriores mostraram que ele aumenta o risco de morte
prematura e doença cancerosas . Agora, há um
crescente conjunto de evidências mostrando que ele também danifica o cérebro,
levando à demência.
Qualquer ingestão de álcool aumenta o risco de danos cerebrais
Um estudo publicado na Neurology explorou
como o consumo de álcool afeta o cérebro ao longo do tempo, particularmente em
adultos mais velhos. 2 , 3 Pesquisadores, sediados no Brasil,
examinaram autópsias cerebrais de 1.781 pessoas com idade média de 75 anos ao
morrer. Em seguida, compararam esses resultados com a quantidade de álcool que
cada pessoa consumiu ao longo da vida, conforme relatado por familiares. Veja o
que eles descobriram:
•Definindo os parâmetros do estudo — Os
participantes foram divididos em quatro grupos: aqueles que nunca bebiam,
bebedores moderados (até sete doses por semana), bebedores pesados (oito ou
mais doses por semana) e ex-bebedores pesados que haviam parado.
Uma única bebida foi definida como
contendo 14 gramas (g) de álcool, o que equivale aproximadamente a 350
mililitros (ml) de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de bebida alcoólica.
•Aqueles que bebiam regularmente tinham mais lesões cerebrais vasculares — Entre os bebedores pesados, 44% tinham lesões cerebrais vasculares.
Isso se compara a 40% entre aqueles que nunca bebiam e 50% entre os
ex-bebedores pesados.
Lesões cerebrais vasculares também são
conhecidas como arterioloesclerose hialina, que consiste no espessamento e
enrijecimento dos pequenos vasos sanguíneos do cérebro. Essas lesões reduzem o
fluxo sanguíneo (e, portanto, o fornecimento de oxigênio) para as células
cerebrais, o que leva a danos nos tecidos, disfunção cognitiva e problemas de
memória de longo prazo.
•A presença de lesões persistiu mesmo após a interrupção do consumo — Mesmo ex-bebedores que pararam anos antes da morte apresentaram danos
duradouros. Isso significa que o impacto do álcool no cérebro não é apenas
agudo, mas também cumulativo.
•Seu estilo de vida influencia muito o risco de lesões cerebrais — Após o ajuste para outros fatores de saúde, como tabagismo, exercícios
e idade, grandes bebedores tiveram 133% mais chances de desenvolver essas lesões
cerebrais em comparação com aqueles que nunca beberam.
Ex-bebedores pesados não ficaram
muito atrás, com um risco 89% maior. Mesmo bebedores moderados ainda
apresentaram um risco 60% maior de danos cerebrais do que abstêmios por toda a
vida.
•O álcool aumenta o risco de demência — Além
dos danos vasculares, os pesquisadores também examinaram outro biomarcador de
degeneração cerebral, chamado emaranhado tau. Trata-se de aglomerados anormais
de proteínas que interferem na função neuronal e estão associados à doença de
Alzheimer.
Grandes bebedores tinham um risco 41%
maior de desenvolver emaranhados tau, enquanto ex-grandes bebedores tinham um
risco 31% maior em comparação com aqueles que nunca consumiram álcool.
•Ex-bebedores pesados apresentaram uma proporção de massa cerebral
significativamente menor — isso significa que
os cérebros deste grupo de teste eram menores em relação ao tamanho do corpo. A
redução da massa cerebral cria condições para memória fraca, raciocínio mais
lento e maior dificuldade para realizar tarefas diárias. Pior ainda, este grupo
também obteve pontuações mais baixas em testes de função cognitiva.
•Beber encurta sua expectativa de vida — Grandes
bebedores morriam, em média, 13 anos antes do que aqueles que nunca bebiam.
As descobertas são claras. Mesmo que você se
sinta bem agora, e mesmo que seu consumo de álcool esteja dentro do que costuma
ser definido como "moderado", seu cérebro provavelmente está sofrendo
uma lesão assintomática. Essas descobertas desmentem a suposição de que uma
cerveja aqui e ali é inofensiva.
Pesquisas adicionais mostram que nenhuma ingestão de álcool
é segura para o seu cérebro
Um estudo publicado na eClinicalMedicine se propôs a responder a uma hipótese de longa data: o álcool causa demência ou os dois estão vagamente associados?
Para responder a essa pergunta, pesquisadores
analisaram dados de 313.958 participantes do Reino Unido que consumiam álcool,
todos sem demência no início do estudo (2006 a 2010). Durante um período de
acompanhamento que durou até 2021, os pesquisadores acompanharam aqueles que
desenvolveram demência. Eles categorizaram os níveis de consumo de álcool e os
compararam a perfis genéticos projetados para estimar a exposição ao álcool ao
longo da vida.
•Genes que tendem a um maior consumo de álcool apresentaram maior risco de
demência — Usando análises individuais,
pesquisadores descobriram que cada aumento no consumo de álcool geneticamente
previsto aumentava o risco de demência. Curiosamente, os efeitos mais fortes
foram observados em mulheres. Conforme observado pelos pesquisadores:
Nossas análises encontraram uma
associação nitidamente mais significativa entre o consumo de álcool e o risco
de demência entre mulheres que bebem... que normalmente apresentavam taxas mais
baixas de outros fatores de risco, como tabagismo, em comparação aos homens.
Para os homens, a presença de múltiplos fatores de risco pode mascarar os
efeitos específicos do álcool. 5
•O estudo também invalidou a ideia de que existe um nível seguro para o
consumo de álcool. Os pesquisadores
procuraram uma relação não linear — uma curva em que o consumo moderado de álcool
poderia ser neutro ou até mesmo protetor —, mas não encontraram nenhuma.
"Nossas descobertas sugeriram que não havia um nível seguro de consumo de álcool
para a demência", escreveram os autores.
•Os dados são claros em relação ao consumo de álcool — para verificar seus resultados, os pesquisadores criaram critérios de
controle positivo — uma consequência conhecida do consumo de álcool — como a
doença hepática alcoólica. O modelo mostrou que pessoas com genes que promovem
o consumo de álcool tinham um risco muito maior de danos ao fígado.
Em seguida, os pesquisadores usaram a
idade como controle negativo (algo que o álcool não influencia) e não
encontraram nenhuma relação. Essas comparações confirmaram que seus modelos
estavam funcionando corretamente e que a ligação com a demência era genuína — não
uma coincidência estatística.
Reduza o consumo de álcool e repare os danos antes que
seja tarde demais
Admito que acreditei nos muitos mitos comuns
sobre o álcool. Eu costumava beber algumas vezes por ano, acreditando que era
relativamente inofensivo — e até benéfico. Mas, depois de me aprofundar mais na
pesquisa, mudei de opinião.
Bem, eu não bebo álcool de jeito nenhum e
recomendo que você faça o mesmo. Se você bebe regularmente, mesmo que sejam
apenas alguns drinques por semana, está colocando sua cognição em risco. Como
observado em pesquisas anteriores, não existe um nível seguro de álcool quando
se trata de proteger sua memória, sua capacidade de pensar com clareza ou sua
saúde cerebral em geral. É hora de você retomar o controle da saúde do seu cérebro,
começando com estas estratégias:
1.Reduza o consumo de álcool a zero — O
passo mais importante é interromper o dano na fonte. Se você bebe diariamente,
ou mesmo várias vezes por semana, está prejudicando ativamente o fluxo sanguíneo
para o cérebro e reduzindo a capacidade das áreas responsáveis pela memória e
cognição.
Se você não está pronto para parar
completamente, comece eliminando o consumo de bebidas alcoólicas durante a
semana ou limitando-se a ocasiões especiais. Mas lembre-se: "moderação"
não é uma proteção, como lhe disseram. Essa
ideia já foi completamente desmentida .
Seu cérebro fica melhor sem ela.
2.Tome N-acetilcisteína (NAC) antes e depois do consumo ocasional de álcool — Se você vai beber em um casamento, feriado ou reunião com amigos, a
NAC é seu plano B. Ela auxilia na capacidade do seu fígado de neutralizar o
acetaldeído, o subproduto tóxico do metabolismo do álcool que danifica o DNA.
Tome uma dose de 200 miligramas 30
minutos antes de beber, juntamente com as vitaminas B1 e B6, pois esses
nutrientes também ajudam a reduzir os efeitos colaterais tóxicos do álcool.
Mas, como mencionado anteriormente, nada substitui a abstinência total do álcool.
3.Substitua o álcool por bebidas nutritivas — Se
o álcool é sua maneira de relaxar, se recompensar ou lidar com o estresse, é
hora de mudar sua rotina. Troque por outras bebidas, como chás, sucos caseiros
com polpa ou água com gás pura com sabores naturais.
4.Reconstrua suas mitocôndrias com uma ingestão saudável de carboidratos — O álcool prejudica a função mitocondrial. Para restaurá-la, você
precisa de combustível, e esse combustível é a
glicose .
Recomendo consumir de 200 a 250 gramas
de carboidratos por dia, principalmente de fontes como arroz branco, sucos de
frutas com polpa e frutas inteiras. Isso dá ao seu corpo o que ele precisa para
produzir trifosfato de adenosina (ATP), a moeda energética de todas as células,
especialmente as cerebrais. E se você já sofreu com confusão mental ou fadiga,
essa mudança por si só tem o poder de mudar drasticamente sua saúde para
melhor.
5.Comece a curar seu intestino para reduzir a carga de endotoxinas — O álcool
danifica seu intestino , permitindo
a produção de endotoxinas. Endotoxinas são fragmentos bacterianos que vazam
para a corrente sanguínea e causam inflamação, especialmente no cérebro. Para
reparar seu intestino, pare de beber álcool. Além disso, adicione alimentos
fermentados à sua dieta para diversificar sua flora intestinal, permitindo uma
melhor comunicação entre o intestino e o cérebro .
Estratégias para eliminar o consumo de álcool
Você está com dificuldades para parar de
beber? A Dra. Brooke Scheller, fundadora do Functional Sobriety (um programa
nutricional para redução do consumo de álcool) e autora de "How to Eat to
Change How You Drink" (Como Comer para Mudar a Maneira como Você Bebe), oferece
várias dicas úteis :
1.Seja curioso e informe-se — leia livros,
ouça podcasts e aprenda sobre os impactos do álcool na saúde.
2.Encontre apoio na comunidade — Scheller
administra uma comunidade online chamada Functional Sobriety Network. Há muitos
outros grupos de apoio e recursos disponíveis.
3.Analise suas redes
sociais — Deixe de seguir contas que exaltam a bebida e siga influenciadores sóbrios.
4.Aborde as causas raiz — Observe por que você
bebe — estresse, pressão social, hábito — e encontre alternativas mais saudáveis.
5.Fortaleça seu corpo nutricionalmente — Suplementos
como L-teanina, L-glutamina, NAC, vitaminas do complexo B e cardo mariano
ajudam a controlar os desejos e auxiliam na desintoxicação.
6.Estabilize o açúcar no sangue — Aumentar
a ingestão de proteínas e comer regularmente ajuda a reduzir a vontade de beber
álcool.
7.Seja aberto sobre sua escolha — Scheller
incentiva as pessoas a simplesmente dizerem que não bebem por motivos de saúde,
se perguntadas.
Uma das mudanças mais poderosas que Scheller
defende é mudar a maneira como você pensa sobre o álcool em sua vida, a fim de
reformular sua relação com a bebida:
"Anteriormente, as únicas pessoas
que paravam de beber eram aquelas que se identificavam como tendo um problema
ou que talvez tivessem que parar. Então, a primeira coisa que direi, se você
estiver ouvindo e tiver interesse, é que não precisa ter um problema para
decidir que quer explorar isso.
Você nem precisa ser um bebedor tão
regular para dizer: "Sabe de uma coisa? Isso é algo que eu talvez queira
explorar."
Em outras palavras, escolher não beber álcool
é uma decisão positiva e fortalecedora para sua saúde e longevidade — não uma
punição ou privação.
Perguntas frequentes (FAQs) sobre o impacto do álcool na
saúde do cérebro
P: Beber moderadamente é seguro para o meu cérebro?
R: Não.
Mesmo o consumo moderado de álcool — definido como sete ou menos doses por
semana — aumenta o risco de lesões cerebrais vasculares em 60% em comparação
com pessoas que nunca consumiram álcool. Essas lesões reduzem o fluxo sanguíneo
e o oxigênio no cérebro, o que leva ao declínio cognitivo e a problemas de memória
ao longo do tempo.
P: Parar de beber álcool reverte os danos
cerebrais?
R: De
acordo com a pesquisa, a resposta é não. Ex-bebedores pesados no estudo
apresentaram ainda mais lesões cerebrais do que os bebedores pesados atuais e
apresentaram menores índices de massa cerebral e pior função cognitiva. Isso
mostra que os danos do álcool são duradouros e se acumulam ao longo do tempo,
mesmo depois que você para de beber.
P: O que exatamente o álcool faz com o cérebro?
R: O
álcool causa arterioloesclerose hialina, que é o endurecimento e estreitamento
dos pequenos vasos sanguíneos do cérebro. Também aumenta os emaranhados tau,
proteínas anormais associadas à doença de Alzheimer. Essas alterações reduzem o
tamanho do tecido cerebral, prejudicam a memória e reduzem a capacidade de
pensar com clareza e realizar tarefas diárias.
P: Existe algum nível seguro de álcool que não
afete o risco de demência?
R: Não.
Análises genéticas de mais de 313.958 pessoas mostraram uma ligação direta
entre o consumo de álcool e o risco de demência. Os pesquisadores não
encontraram evidências de um efeito protetor em nenhum nível de consumo — o
risco de demência aumentou de forma constante a cada aumento no consumo de álcool.
P: Como posso proteger meu cérebro se bebo
regularmente?
R: Comece
eliminando completamente o álcool para evitar danos maiores. Fortaleça suas
vias de desintoxicação com N-acetilcisteína (NAC), repare suas mitocôndrias com
carboidratos saudáveis, como frutas e arroz branco, e reconstrua seu intestino
evitando álcool e adicionando alimentos fermentados. Essas etapas ajudarão a
restaurar a função cerebral e a reduzir danos a longo prazo.
Fontes e Referências
·
Stanford
Lifestyle Medicine, 23 de janeiro de 2024
·
Neurologia.
13 de maio de 2025;104(9):e213555
·
NeuroscienceNews.com,
10 de abril de 2025
·
4 eMedicina
Clínica, Volume 76, 102810




